domingo, 15 de julho de 2012

PARABENS PELO DIA DO AMIGO

O que é amizade Amizade é um relacionamento humano que envolve conhecimento mútuo, seja real ou virtual, e que leva a uma estima e afeição. Amigos sentem-se bem na companhia real ou virtual, um do outro. Geralmente a amizade leva a um sentimento de lealdade entre si, ao ponto de colocarem os interesses do outro à frente de seu próprio interesse. Amizade resume-se em lealdade, confiança e amor, seja fraterno ou mais profundo e como Carl Rogers diz: é a aceitação de cada um como realmente ele é. Amigos são pessoas muito importantes na nossa vida. Aos verdadeiros amigos podemos desabafar, confiar e contar com eles. Em presença, além de se compartilharem momentos um em companhia do outro, eles também gostam de trabalhar, ou estudarem juntos. Os amigos evitam ser sufocantes ao outro para que haja respeito nos direitos do outro e sufoca-lo com exigências corre-se o risco de perdê-lo. A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, e uma necessidade de proteger e ser protegido por outros seres da espécie. Faz parte da amizade, não exacerbar os defeitos do outro e dividir os bons e maus momentos. Alguns amigos se denominam 'melhores amigos'. Os melhores amigos muitas vezes se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuges. Funcionam quase que como um 'confessionário'. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas. Os amigos se sentem atraídos pelos outros pela forma que eles são e não pelo que eles possuem. As verdadeiras amizades tudo suportam, tudo esperam, tudo crêem e tudo perdoam pelo simples fato de existir entre eles o verdadeiro amor, também conhecido como amor philéo = amor de amigos. Por muito que se possa explicar psicologicamente sobre a amizade e por muito que falem dela como um objeto científico e a estudem, a amizade é um sentimento que se deve preservar a todo o custo. Em caso de perda da amizade sugere-se a reconciliação e o perdão.

sábado, 23 de junho de 2012

filmes

A ONDA A CORRENTE DO BEM PROMETHEUS TITANS SEM LIMITES UMA VIDA MELHOR PRONTO PRA RECOMEÇAR EU SOU MARLEY E EU A ESPERA DE UM MILAGRE OS INTOCAVEIS A DELICADEZA DO AMOR (La délicatesse) Nathalie tem uma vida maravilhosa. Ela é jovem, bonita e tem o casamento perfeito. Mas quando seu marido morre num acidente, seu mundo vira de ponta cabeça. Nos anos seguiLEGITIMA DEFESA (Légitime défense) Benoit é um cara normal, casado e com um filho recém-nascido. Mas quando seu pai, um investigador particular, desaparece depois de um assalto, Benoit lança uma busca e, gradualmente, descobre a verdade perturbadora...ntes, ela foca em seu trabalho, deixROMANCE DE FORMAÇÃO (Romance de Formação) Romance de Formação acompanha jovens que carregam consigo a responsabilidade de crescer dentro de grandes instituições acadêmicas. Quatro estudantes vivem, no dia-a-dia, seus sonhos e ansFENÔMENOS PARANORMAIS (Grave Encounters) Equipe de produção realizando um reality show de caça-fantasmas se tranca em um hospital abandonado destinado ao tratamento de distúrbios mentais em busca de assombrações. eios de uma vida e profissã.ando se..
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por atitudes e gestos o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz. Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer. Fácil é demostrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais. Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir para o nosso coração. Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil. Fácil é dizer ” oi ” ou ” como vai ? ” Difícil é dizer “adeus”. Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas… Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo, como uma corrente elétrica, quando tocamos a pessoa certa. Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama. Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros. Fácil é perguntar o que se deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta. Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. Fácil é dar um beijo. Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro. Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que somente uma vai te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro. Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado. Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A FILOSOFIA VAI A ESCOLA

Encontre-me aqui ó: Assine o Blog Coloque aqui seu e-mail: Delivered by FeedBurner Hora da Coruja JUST TV – HORA DA CORUJA Entrevista no Jô Soares Consulte! Portal Brasileiro da Filosofia Centro de Estudos F. Americana Revista Redescrições Aforismos Filosofia no Dailymotion Ghiraldelli no Blogger! Ghiraldelli no Tumblr Just TV Filosofia no Youtube JUST TV Donald Davidson Davidson – Clique! Twitter filosofia A #filosofia vai à #escola: A filosofia, uma vez na escola, talvez seja o único… http://t.co/xPa2YOng about an hour ago Tags amor casamento corpo Davidson democracia Deus Dewey Dilma direita Eros escola esquerda FHC filosofia Foucault Freud gay Habermas Hegel Heidegger Jesus Kant liberalismo liberdade Locke Lula Marx mulher Nietzsche Paulo Freire Pedagogia Platão política pragmatismo professor Rawls Rorty Rousseau Serra sexo Sócrates universidade Weber Wittgenstein ética Calendário April 2012 M T W T F S S « Mar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 A filosofia vai à escola 24/04/2012 O jovem professor Bicota havia conseguido ser empregado no Colégio de sua cidade natal. Recém empossado, botou seu avental branco e, de giz em punho, foi para a sala de aula, logo no primeiro dia do ano letivo. Albino Cotia era o nome da fera. Mas, dado que todo mundo por ali falava muito rápido, ele era chamado de “bincotia” e depois “bincota” e, enfim, “bicota”. Era professor de filosofia. Ninguém sabia o que era filosofia – ao menos naquela turma de estudantes, chegados no primeiro ano do ensino médio exatamente quando o Colégio tinha seu primeiro professor de filosofia. Era ele, o professor Bicota, de giz em punho. Bicota entrou na sala e se apresentou. Os alunos olharam, olharam … era como se estivessem em uma excursão para o zoológico, mas sem sair da sala. Ali estava um professor de filosofia com um nome estranho. Bicota! E, afinal, sabe-se lá o que ele iria falar em uma aula com um nome pouco comum: “filosofia”. Uma menina escreveu na capa do caderno: “aula de bicofia”. Talvez não fosse realmente a melhor aluna, mas não era das piores. A peixeinho da sala, loira, peitos duros de menina-moça e uma mini-saia de deixar Bicota estarrecido com a idéia de Kant ter conseguido morrer virgem, se ofereceu para fazer a chamada. Os cílios dela eram enormes e ao escutar sua voz, Bicota percebeu que poderia ter uma ereção ali mesmo, diante de todos, e mais que rapidamente se refugiou para trás da mesa. Sentou-se. Respirou e deu a caderneta para a garota, cujas mãos foram direto para as mãos dele, e só depois para a caderneta. Bicota sentiu que a ereção não seguiu seu curso, substituída pelo suor frio. Cínthia fez a chamada. Enquanto isso, Bicota colocou no quadro a palavra “Philo-sophia”. Tudo estava preparado para dizer aos garotos de como lá na Grécia antiga Pitágoras, muito provavelmente, havia sido o primeiro a usar a palavra “philosopho” e, daí, se ter a origem de Philosophia, a amizade ao saber. Mas antes mesma da chamada terminar e nem bem ele tinha posto a palavra no quadro, veio uma pergunta lá do fundo da sala, por meio de uma voz de Pokémon. “Professor, como é que se faz para acertar tudo nessa matéria e passar de ano?”. Bicota voltou-se para aquela voz. Não era só a voz de Pokémon. Era o próprio. Um menino com cara de desenho japonês, e completamente amarelo. Seria difícil, após às seis da tarde, distinguir o estudante do verdadeiro Pokémon. E isso não era o pior. O que era mesmo ruim é que a pergunta nada tinha de retórica. Não era aquela pergunta do aluno chato que, no primeiro dia, quer mostrar que ele é rebelde e que não está nem aí com a matéria, da qual quer só se livrar. Não! Os olhos do aluno mostravam que ele realmente estava preocupado. A matéria era estranha e, afinal, o que haveria de se pedir e de se responder de modo a não errar? Bicota começou a falar, mas da sua boca não saiu o que ele imaginou que deveria sair. Ele simplesmente disse: “nessa matéria, filosofia, vocês não vão fazer nada certo, se fizerem algo certo, se acertarem alguma resposta, estarão reprovados. Aqui, vocês deverão errar. Só errar.” E se empolgou: “a filosofia é o espaço do erro”. E mais: “em todas as outras disciplinas, vocês devem acertar, aqui, vocês podem errar, devem errar”. Alguns riram. Mas Bicota se manteve sério e então o riso parou. Por uns bons três minutos a sala ficou em silêncio. Bicota na mesa, e os alunos olhando para ele. O gelo foi quebrado por Cínthia, que entregando a lista de volta, disse ao mestre, fazendo charminho em estilo Sabrina Sato: “ai professor, o senhor, já vi tudo, é muito brincalhão – a gente vai ter de errar!”. Bicota levantou e como que possuído pelo demônio, pediu para que todos pegassem uma folha de papel, que daria uma prova. Não deu tempo de contestação. Alguns iam reclamar e ele ditou a primeira e única pergunta: “Você deve abandonar um cão na estrada, uma vez que vai se mudar de casa e, para onde vai, não é possível levar animal?” O tom de voz de Bicota, firme, fez os alunos não falarem mais e levarem a sério a prova. Começaram a escrever. Bicota deu-lhes poucos minutos e recolheu tudo rapidamente, e iniciou a leitura de um por um dos textos. Para cada texto lido, Bicota dizia “certo”, “certo”. Quando chegou ao último, bateu com a mão na mesa e disse: “nenhum de vocês conseguiu errar. Vocês são uns covardões. Nenhum de vocês conseguiu ter uma idéia que não fosse aquela que todos consideram como corretas. Vocês são o senso comum do senso comum, as pessoas mais previsíveis do mundo. Vocês são uns alunos muito, muito, muito chatos”. Bicota passou a cobrar o erro. Suas perguntas não davam margem para erro. Essa era a impressão que se tinha. Mas ele pedia um erro. Ele não pedia maldade. Ele pedia um erro. E assim, sua fama se espalhou pela escola. E a droga toda chegou aos ouvidos de pais e desses voltou para a escola, para cair bem na cabeça do diretor. Eis como a coisa bateu no diretor: “Lá no Colégio há um professor com nome de viado, que quer que os alunos falem o errado, não o certo”. O diretor tinha um problema para resolver. Bicota ganharia sua cota do problema. Os alunos, por sua vez, estavam todos atarantados, nenhum deles, ainda, havia tido a coragem de escrever algo com sentido, porém errado – errado mesmo. É claro que Bicota não ficou no colégio. Foi mandado embora. A secretaria da Educação autorizou o diretor a meter o pé nele. Ou era ele ou o diretor. Aliás, este também tomou sua cota de punição, por meio de uma sindicância forçada pelos pais. Os alunos ficaram sem aula de filosofia, ao menos durante um tempo. Em três meses de aula, Bicota não conseguiu fazer nenhum aluno errar, mas, em compensação, desencadeou no colégio uma sucessão de erros. Anos mais tarde, ensinando filosofia na universidade, encontrei um aluno que queria saber como passar na minha matéria. E eu disse para ele que a filosofia era “o espaço do erro”. E acrescentei que eu queria vê-lo errar. Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e co-apresentador do Programa Hora da Coruja na JUST TV.

AMIZADE , O QUE PODE SER ISTO?

Amizade, o que é isso mesmo? 23/04/2012 Um dos sinais mais marcantes de nossa época é a nossa incapacidade de darmos valor para o que, racionalmente, seria aquilo que deveríamos considerar de mais valor. Negligenciamos o que, a julgar pela nossa razão, deveria vir em primeiro lugar e nos apegamos ao que, também pela nossa razão, teríamos de colocar em um plano subalterno. Muitos dizem que assim fazemos porque “o mundo moderno é agitado”. Outros dizem que agimos dessa forma por causa da “ganância de dinheiro e poder”. E há até os que tentam alguma sociologia carcomida, falando coisas como “é o capitalismo” etc. O senso comum se refestela nessas frases. Mas, não creio que explique alguma coisa. Também não nos ajuda a mudar. Não mudamos. Nietzsche chamou os tempos modernos, tomados de certo modo não como uma época determinada, mas como um sintoma de nossa condição, como os tempos de desenvolvimento do niilismo. Os valores mais supremos teriam perdido valor. Nietzsche falava de grandes coisas. Mas ele jamais disse que sua profecia não valia também para as pequenas coisas. Nietzsche falava da metafísica, que ela havia deixado de ser importante porque pesquisar o absoluto tinha se tornado uma bobagem. Ele falava de Deus, que dizia ter morrido, já que o absoluto não mais importava. Grandes coisas. Outros pensadores preferiram tratar de pequenas coisas. Ou de coisas que haviam recebido o nome de pequenas recentemente, exatamente porque haviam caído no redemoinho do niilismo denunciado por Nietzsche e tomado por ele como um fio de sua filosofia da história. Eis uma pequena coisa: a amizade. Para Aristóteles ela tinha uma importância imensa. Para Sêneca e Cícero, então, nem se fale. Para Montaigne, ela fazia a vida valer a pena ou não valer a pena. Mas, um belo dia, acordamos sem amigos, embora abarrotados de colegas e parentes. Não foi “a vida moderna” ou “o capitalismo” ou “nossa vaidade” ou “a ganância de poder e dinheiro” que fez isso. Não! Foi simplesmente essa nossa decisão de que colegas e familiares eram amigos. Uma decisão que tomamos porque durante anos viemos mudando nosso vocabulário, desconsiderando certos elementos semânticos. Fomos paulatinamente esquecendo que ágape, philia e eros, apesar de diferentes, tinham uma mesma dimensão, todas eram amor. Não prestamos atenção nessa necessidade de ficarmos atentos para o igual e o diferente nesses termos. Desse modo, a philia, o amor de amizade, passou a ser amor, sem especificações funcionais. Esquecemos no que implicava em amar por amizade. Não lidando de maneira acurada com a semântica do amor, descuidamos dos pré-requisitos de cada tipo de amor e, no caso da amizade, acabamos por esquecer o que é que deveria surgir no mundo para se ter a amizade. Perdemos a noção do que é ser amigo. O que se deve fazer para ser amigo? O que um amigo faz para o outro amigo de modo que exista a amizade? Começamos a ver que não sabíamos mais responder tais perguntas. Os americanos caíram nisso primeiro que nós, de língua exclusivamente latina. Eles passaram a usar love para quase tudo. A minha geração não fazia isso. Não usávamos amor para quase tudo. Mas a geração atual que fala o português, no Brasil, diz “eu amo tudo isso” para um hambúrguer! Os americanos usaram friendship para namoro. Ora, a minha geração não tinha verbos como “ficar” ou “sair” no campo do amor, ou era namoro ou era amizade. Hoje, isso se perdeu. Falamos o “português americanizado”, eu diria, mais ou menos para fazer graça. Ou seja, podemos fazer sexo com amigos e amigas e não pensarmos em termos qualquer vínculo de namoro com eles. Não estou dizendo que isso é ruim ou bom. Não estou fazendo uma avaliação moralista, embora esteja falando de moral. Estou atentando para nossas transformações conversacionais, para nossa alteração semântica, de modo que possamos perceber como tais alterações nos levaram a não conseguir pronunciar a palavra “amizade” com as especificidades semânticas que ela implicava. Então, ao perdermos isso, ficamos sem entender a funcionalidade da amizade. O que é ser amigo? O que faz um amigo? Ninguém sabe. As idéias de boa vontade, confiança e lealdade a toda prova, que eram os três elementos nucleares pelos quais antigos e renascentistas louvavam a amizade, veio abaixo. Chegamos mesmo até a denegrir isso, apontando essas palavras como algo distante de qualquer virtude ou nobreza. Palavras assim caíram na oposição da palavra “justiça”. Ser leal, então, poderia significar ser o oposto de justo. E deveríamos seguir a justiça cega, não a justiça com olhos. A justiça com olhos seria amizade, lealdade, e não seria justiça. Ao opormos a lealdade à justiça, fazendo a segunda algo bom demais e acima de qualquer suspeita, jogamos a amizade para os piores lugares. Por isso, deploramos a amizade. Quando vemos a fotos de amigos, ficamos com raiva. Dizemos: “são cúmplices de algum crime”. Vemos quadrilhas onde deveríamos ver amigos. Não entendemos mais o sentido da amizade. Tudo deve ser limpo e, para ser limpo, tem de ser justo, e onde impera a justiça todo laço de amizade deve ser afastado. Criamos com isso uma sociedade formal e formalizada, que se imagina justa, mas que carece de justiça, talvez porque a justiça verdadeira não venha da não-amizade e, sim, da amizade, da ampliação da lealdade para mais pessoas do que nosso grupo de amigos iniciais (uma hipótese que compartilho com Richard Rorty). Termino com um episódio vivido por Florestan Fernandes. Tornando-se deputado e, não tendo nunca sido político, Florestan não tinha outros amigos de confiança para trabalhar com ele. Então, contratou seu filho, o jornalista Florestan Fernandes Jr., para ir para o Congresso, trabalhar no seu gabinete. Ele confiava em quem tinha de confiar: no amigo. O amigo dele era o filho dele. Eis então que denunciaram Florestan Fernandes: ele estaria promovendo o nepotismo! Florestan Fernandes Jr. teve de ser despedido e o nosso sociólogo ficou sem nenhum amigo de verdade no seu gabinete. Aquilo atrapalhou bem os serviços de Florestan e chegou a prejudicar a sua atuação como deputado. Ele não sabia trabalhar com política senão com amigos! Sua atividade como parlamentar não era uma atividade meramente burocrática e profissional, era um projeto filosófico de vida. Fazia parte de uma militância como pessoa, colocada a serviço da educação brasileira no âmbito do Congresso. Por isso, era algo pelo qual ele tinha de estar ombreado com um amigo. E seu filho era jornalista, não podia abandonar o emprego em São Paulo sem ter outro em Brasília, no qual realmente estava trabalhando – mais do que qualquer outro ali no Congresso! Florestan Fernandes, afinal, não podia ter ali ao lado dele uma profissional do tipo “secretária de recados”. Fazia-se necessário, ali, antes de tudo, a lealdade. A lealdade ali iria promover a justiça. Confundimos tudo isso e, hoje, quando esperamos encontrar um amigo, nós, os da velha guarda que ainda imaginam como possível a amizade, encontramos somente a formalidade e o ideal da justiça cega. Vivemos então de tombos em tombos. Imaginamos que alguns vão ser amigos, mas eles já há muito não sabem o que é a amizade e, pior, não a tomam como importante, não mais. A justiça que se faz contra a amizade, e que realmente quer se tornar cega, acaba mesmo não só cega, mas surda, muda e insensível. Termina por ser justiça injusta.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

deuses gregos...

Os gregos acreditavam que os deuses haviam escolhido o Monte
Olimpo, numa região conhecida por Tessália, como seu lar. No
Olimpo, os deuses formavam uma sociedade que era classificada
quanto à autoridade e poder. Entretanto, os deuses tinham
liberdade para vagar livremente, e deuses individuais eram
associados a três domínios principais - o céu ou paraíso, o mar e a
terra. Os doze deuses chefes, usualmente chamados de olimpianos
eram Zeus, Hera, Hefestos, Atena, Apolo, Artêmis, Ares, Afrodite,
Héstia, Hermes, Deméter e Posêidon. Zeus era o chefe dos
deuses, e o pai espiritual dos deuses e das pessoas. Hera, sua
esposa, era a rainha do paraíso e a guardiã do casamento. Outros
deuses eram associados ao paraíso, como Hefésto, deus do fogo
e das artes manuais; Atena, deusa da sabedoria e da guerra;
Apolo, deus da luz, da poesia e da música; Ártemis, deusa da caça;
Ares, deus da guerra; Afrodite, deusa do amor; Héstia, deusa do
coração e da chama sagrada; Hermes, mensageiro dos deuses e
senhor das ciências e das invenções. Possêidon era o senhor do
mar que, junto com sua esposa Anfitrite, originou um grupo de
deuses do mar menos importantes, como as nereidas e Tritão.
Deméter, a deusa da agricultura, era associada com a terra. Hades,
um deus importante mas que geralmente não era considerado um
olimpiano, governava o mundo subterrâneo, onde ele vivia com sua
esposa Perséfone. O mundo subterrâneo era um lugar escuro e
triste, localizado no centro da terra. Era povoado pelos espíritos
das pessoas que morriam. Dionísio, deus do vinho e do prazer,
estava entre os deuses mais populares. Os gregos devotavam
muitos festivais para este deus , em algumas regiões ele se tornou
tão importante quanto Zeus. Ele freqüentemente era acompanhado
por um exército de deuses fantásticos, incluindo centauros e ninfas.
Centauros tinham a cabeça e o torso humanos e o corpo de cavalo.
As belas e charmosas ninfas assombravam os bosques e florestas.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Gostar de si.....



O maior milagre no mundo é este: você existe, eu existo. Existir é o maior milagre, e a meditação abre as portas para esse grande milagre.

Mas somente uma pessoa que ama a si mesma pode meditar; do contrário, você está sempre fugindo de si mesmo, evitando a si mesmo. Quem quer olhar para uma face feia e quem quer penetrar num ser feio?

Quem quer penetrar fundo em sua própria lama, em sua própria escuridão? Quem quer entrar no inferno que você julga ser? Você quer manter tudo isso coberto com belas flores e sempre fugir de si mesmo.

Por isso as pessoas estão continuamente procurando companhia. Elas não conseguem ficar com elas mesmas e querem ficar com outras. As pessoas estão procurando qualquer tipo de companhia; se elas puderem evitar a companhia delas mesmas, qualquer coisa servirá.

Elas sentarão num cinema durante três horas, assistindo algo completamente idiota; lerão um romance policial por horas, desperdiçando seu tempo. Lerão o mesmo jornal repetidamente, apenas para se manterem ocupadas; jogarão cartas e xadrez apenas para matar o tempo, como se tivessem muito tempo!

Nós não temos muito tempo, não temos tempo suficiente para nos desenvolver, para ser, para nos alegrar.

Mas este é um dos problemas básicos criados por uma educação equivocada: evite a si mesmo. As pessoas ficam sentadas em frente à TV, grudadas na poltrona durante quatro, cinco, até seis horas.

Na média, o norte-americano assiste à televisão durante cinco horas por dia, e essa doença se espalhará por todo o mundo. E o que você está vendo? E o que você está ganhando com isso? Queimando seus olhos...

Mas isso sempre foi assim; mesmo se a televisão não existisse, haveria outras coisas. O problema é o mesmo: como evitar a si mesmo? Porque a pessoa se sente muito feia. E quem a fez ficar tão feia? Seus pretensos religiosos, seus papas, seus shankaracharyas. Eles são responsáveis por distorcerem suas faces, e foram bem-sucedidos, tornaram todos feios.

Toda criança nasce bela e, então, começamos a distorcer sua beleza, mutilando-a e paralisando-a de muitas maneiras, distorcendo sua proporção, tornando-a desequilibrada. Mais cedo ou mais tarde ela fica tão desgostosa consigo mesma que aceita ficar com qualquer um. O sujeito pode procurar uma prostituta apenas para evitar a si mesmo.

Ame a si mesmo, diz Buda. E isso pode transformar todo o mundo, pode destruir todo o feio passado, pode anunciar uma nova era, pode ser o princípio de uma nova humanidade.

ACREDITE


Acredite em Deus
Há dias em que temos a sensação de que chegamos ao fim da linha.

Não conseguimos vislumbrar uma saída viável para os problemas que surgem em grande quantidade.

Com você não é diferente. Você também faz parte deste mundo cheio de provas e expiações. Desta escola chamada terra.

E já deve ter passado por um desses dias, e pensado em desistir...

No entanto vale a pena resistir...

Resista um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que a sua coragem esteja cochilando.

Resista mais um minuto e será fácil resistir aos demais.

Resista mais um instante, mesmo que a derrota seja um ímã... Mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.

Resista mais um pouco mesmo que os pessimistas digam para você parar... mesmo que sua esperança esteja no fim.

Resista mais um momento mesmo que você não possa avistar, ainda, a linha de chegada... mesmo que a insegurança brinque de roda a sua volta.

Resista um pouco mais, ainda que a sua vida esteja sendo pesada na balança dos insensatos, e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.

As dores, por mais amargas, passam...

Tudo passa...

A ilusão fascina, mas se desvanece...

A posse agrada, porém se transfere de mãos...

O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.

O prazer alegra, todavia é efêmero.

A glória terrestre exalta e desaparece.

O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...

Tudo, nesta vida, tem um propósito...

A dor aflige, mas também passa.

A carência aturde, porém, um dia se preenche.

A debilidade física deprime, todavia, liberta das paixões.

O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.

A submissão aflige, entretanto fortalece o caráter.

O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.

A situação muda, como mudam as estações...

O verão brinca de esconde-esconde com a brisa morna, mas cede lugar ao outono, que espalha suas tintas sobre a folhagem. O inverno chega e, sem pedir licença, congela a brisa e derruba as folhas.

Tudo parece sem vida, sem cor, sem perfume...

Será o fim? Não! Eis que surge a primavera e estende seus tapetes multicoloridos, espalhando perfume no ar e reverdecendo novamente a paisagem...

Assim, quando as provas lhe baterem à porta, não se deixe levar pelo desejo de desistir... resista um pouco mais.

Resista, porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço...

E essa manhã bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista.

Resista, porque alguém que o ama está sentado na arquibancada do tempo, torcendo muito para que você vença e ganhe o troféu que tanto deseja: a felicidade...

.....................................

Não se deixe abater pela tristeza.

Todas as dores terminam.

Aguarde que o tempo, com suas mãos cheias de bálsamo, traga o alívio.

A ação do tempo é infalível, e nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão.

Mais depressa do que supõe, você terá a resposta, na consolação de que necessita.

Por tudo isso, resista... e confie nesse abençoado aliado chamado tempo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

FORA DA TV BBB



Venho compartilhar com o fórum esse texto que lí na internet.
Achei muito interessante, e concordo com o que está escrito.
Para quem ainda não leu, está logo abaixo:

"Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós.. , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade."

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ciência e conhecimento




Ciência e Valores
A ciência está em alta! O mundo nunca viu tanta evolução, tantas descobertas. A ciência transformou as nossas vidas e ainda continuará a transformar, mas de outro lado vemos os valores, sim, os valores que hoje as pessoas não consideram mais. Nunca fomos tão egoístas, tão superficiais e é triste observar que o respeito para com o próximo está em desuso.
Se analisarmos o contexto político do Brasil e do mundo como todo, observaremos que há um cenário lastimável (corrupção, ilegalidade e etc.) e que o muito disso está relacionado com os valores. Muitas pessoas se perguntam como o Brasil chegou a um cenário tão caótico, a resposta só é encontrada quando discutimos os valores. Vale ressaltar também que nós somos responsáveis por isso, o que acontece lá em Brasília é reflexo de nossas atitudes, pois os valores começaram a sucumbir dentro de cada um de nós. Os valores que outrora nos norteava, não é tão valorizado, as pessoas só estão preocupadas em adquirir um " falso conhecimento", um conhecimento que as torna mecânicas. Hoje somos homens máquinas, somos homens que vivemos em uma sociedade descartável e vazia.
A ciência está em alta e parece que vai permanecer por muito tempo assim, já os valores devem ser re-considerados e cabe a nós brasileiros lutarmos por isso.
Na U.T.I da sociedade se encontram os valores e antes que eles sucumbam devemos refletir sobre a nossa responsabilidade como cidadãos.
INTRODUÇÃO
As novas tecnologias de informação e comunicação no mundo atual exigem do sujeito uma forma específica de interagir no ciberespaço. Esse novo referencial de espaço possui um tipo de sociabilidade própria, que vem provocar impactos nas relações entre os indivíduos, frente aos novos tempo e espaço, deslocando as identidades dos sujeitos e agregando valores. É importante atentar para a certeza de que esta interface nas relações contemporâneas é conseqüente de produções e ações humanas da nossa realidade concreta, imersas em códigos e redes de significados, resultantes da construção de nossa história sociocultural e pessoal de cada sujeito. Há uma nova linguagem no ciberespaço, novos parâmetros para a construção das relações interpessoais e, ainda, mudança de valores com suas ressignificações. É neste sentido que o artigo vem apresentar um olhar sobre uma nova sociabilidade no espaço virtual e provocar ao leitor a uma reflexão sobre o tema.
DESENVOLVIMENTO
“Os atos comunicacionais, que ocupam dimensões expressivas e pragmáticas da experiência humana, não se constroem somente a partir de atos discursivos verbais, mas incorporam silêncios, atitudes e gestos, ações e omissões, proporcionando manifestações significativas e provocando transformações no comportamento ou forma de ver o mundo.” (Costa, 2004:92)
O mundo no espaço virtual é uma simulação da realidade, chegando, às vezes, a um simulacro, como aborda o filósofo Baudrillard (1991), porém sua argumentação, não muito positiva, em relação a uma sociedade extremamente informatizada, diz:
“Não podemos confiar nos valores tradicionais ou na reabilitação da realidade. Afinal de contas, pode ser que a humanidade, por intermédio de uma compulsão enigmática, esteja envolvida intimamente neste processo catastrófico e portanto esteja condenada a desaparecer. Se for esse o caso, seria muito melhor tratarmos nosso desaparecimento como uma forma de arte – exercita-lo, representa-lo, criar uma arte do desaparecimento. É melhor que a alternativa, que seria desaparecer sem deixar traços, sem sequer o espetáculo de nossa destruição” (Baudrillard, 2001:74).
As palavras do renomado Jean Baudrillard nos fazem perceber a clareza da necessidade de rever os valores humanos, que ele denomina tradicionais, e podemos identificar como valores éticos e morais, para uma (re)construção da realidade com dignidade. Cabe-nos uma reflexão sobre as relações interpessoais no ciberespaço, onde há possíveis distorções ou ausência dos valores éticos e morais, pois cada sujeito vai incorporando novas atitudes e sentimentos, mantendo, na medida do possível, sua integridade. Essa realidade simulada encontra-se cada vez mais presente em nosso cotidiano público e privado. Os valores éticos e morais são, no momento, indispensáveis no processo de interatividade, porém não garantem a esses sujeitos a alteridade, que é a relação do eu com o outro, o se colocar no lugar do outro. Quando as pessoas se dispõem a interagirem no ciberespaço, de acordo com Santos (2005:43), essas interações “são possíveis por estarem orientadas por uma percepção de alteridade. As comunidades se afirmam e são possíveis na medida em que há a percepção do eu e do outro, ou seja, a percepção da identidade e da pluralidade”. Diferente das relações face a face, na realidade concreta, onde as características físicas e parte da gama simbólica da personalidade tornam-se presente. No ambiente digital as identidades são apresentadas inicialmente através da escrita, permitindo camuflar parte dos aspectos visíveis da identidade.
“Cada grande inovação em informática abriu a possibilidade de novas relações entre homens e computadores: códigos de programação cada vez mais intuitivos, comunicação em tempo real, redes, micro, novos princípios de interfaces… É porque dizem respeito aos humanos que estas viradas na história dos artefatos informáticos nos importam” (Lévy, 1993:54).
Atualmente, cabe atentarmos às mudanças que ocorrem em relação aos valores de caráter axiológico, na era tecnológica, pois eles tendem a se transformar quando os sujeitos se inter-relacionam pelas novas tecnologias de informação e comunicação. “É a partir de convenções morais que as pessoas constroem seus conceitos fundamentais que as orientam no seu agir prático” (Goergen, 2001:41). A própria identidade, atualmente, já se apresenta mais próxima da realidade concreta no ciberespaço devido às inovações tecnológicas, como câmera digital nos mais diferentes objetos e locais, facilitando a mediação interativa. É nessa interação facilitada pela tecnologia que os valores éticos e morais estão se ressignificando nas relações que se fazem no ciberespaço, surgindo uma linha tênue no limite entre a permissão e a invasão da intimidade de cada um dos agentes da comunicação.
Ética para Ferreira (1986:733) é o juízo referente à conduta humana suscetível de qualidade do ponto de vista do bem e do mal. Seria oportuno uma reflexão sobre as relações interpessoais dentro do ambiente virtual, buscando perceber e analisar as distorções de atitudes entre as identidades virtuais, apontando as nuances dos valores éticos que sejam cabíveis nas diferentes realidades: real e cibernética. Pedro Goergen (2001:58) argumenta sobre a necessidade de resgatar os valores morais de base que formam referenciais para uma sociedade, quando diz:
“Os direitos do homem, a honestidade, a tolerância, a não violência, são valores aceitos com alto grau de consensualidade. Até poderíamos acrescentar que outros valores, antes precários, tais como o direito das minorias,os direitos da mulher, o respeito pela diferença, o respeito pelo meio ambiente e outros, vem ganhando espaço. É preciso desfazer esta imagem caricatural da sociedade na qual todos os valores teriam sido precarizados.”
A (re)construção dos valores éticos, na transformação do sujeito no mundo contemporâneo, fundamenta e possibilita uma reflexão sobre esses valores que se manifestam através da utilização dos recursos da ciência e da tecnologia na vida e na natureza, e invade os espaços mais íntimos, influenciando os destinos individuais e os rumos da sociedade. Esta tomada de consciência sobre esses valores humanos vem despertar o senso crítico e reflexivo em cada um de nós, e ainda, valorar atitudes e sentimentos com o outro. O resgate e a sedimentação dos valores éticos é que irão permitir ao sujeito, identificar a pretensa manipulação midiática, desacoplados dos verdadeiros interesses dos sujeitos e da sociedade. Se não recuperarmos a dimensão do social, fundamentando na ética possível das relações humanas, estaremos deixando o barco da vida navegando a deriva. Para Stuart Hall (2003:75):
“Quanto mais a vida se torna mediada pelo mercado global de estilos, lugares e imagens, pelas viagens internacionais, pelas imagens da mídia e pelos sistemas de comunicação globalmente interligados, mais as identidades se tornam desvinculadas – desalojadas – de tempos, lugares, histórias e tradições específicos e parecem “flutuar livremente”. Somos confrontados por uma gama de diferentes identidades (…) dentre as quais parece possível fazer uma escolha.”
A realidade atual nos faz acreditar na necessidade de um trabalho direcionado aos meandros das transformações dos sujeitos, pois há um constante deslocamento das identidades no mundo contemporâneo.
Para tratarmos do tema relacionado diretamente às relações humanas, seria esclarecedor abordarmos a questão da identidade do sujeito contemporâneo, porém seus valores inter-relacionais perpassam pelo autoconhecimento e pelo conhecimento do outro, uma questão de alteridade. Sendo assim, acreditamos que a temática relativa aos valores éticos no ciberespaço poderá ser mais bem compreendida.
Hoje muitos autores abordam o tema “identidade”, ressaltando que a mesma encontra-se em crise diante de seu deslocamento constante no mundo globalizado, cujos paradigmas modernos vêem sendo discutidos e revistos, gerando, nos sujeitos contemporâneos, uma instabilidade em sua sociabilidade. Para Stuart Hall (2003), esta perda de um sentido de si estável é chamada, algumas vezes, de deslocamento ou descentração do sujeito, apresentando diferentes concepções de identidades para esclarecer esse deslocamento, são elas: o sujeito do Iluminismo, o sujeito sociológico e o sujeito pós-moderno.
A identidade do sujeito no Iluminismo estava centrada no seu próprio eu, individualista, pois ele nascia e vivia sua vida sobre as condições de sua própria identidade, diferente do sujeito sociológico que passa a viver em relação com a sua cultura, onde começa a surgir uma concepção sociológica em que a identidade é formada na interação entre o eu do sujeito e a sociedade, o mundo pessoal e o público, percebendo-se uma unificação entre o indivíduo e o seu mundo cultural. O sujeito moderno se relaciona de forma amalgâmica com a sua cultura, internalizando seus valores e significados, tornando-os parte de si. A identidade, neste momento histórico, passa a se dar de forma unificada e estável.
No mundo contemporâneo, o sujeito pós-moderno vem se (trans) formando, com a fragmentação da unicidade e estabilidade própria do sujeito moderno, como cita Hall (2003:12): “O sujeito previamente vivido como tendo uma identidade unificada e estável, está se tornando fragmentado; composto não de uma única, mas de várias identidades, algumas vezes contraditórias ou não resolvidas”. Hoje, a maneira como nos inserimos nas diversas culturas, inclusive pelo advento da globalização, nos permite projetar diferentes identidades para maior e melhor interação com o meio imediato e midiático. Essas identidades deslocadas não se cristalizam e estão sempre permeando o verdadeiro eu do sujeito.
Há tempos os estudos da psicologia do desenvolvimento humano afirmam que a identidade é constituída ao longo da história do sujeito, desde o seu nascimento, e estará sempre em formação. Campos (1997:53) nos apresenta este desenvolvimento, apontando que os seres humanos diferem em seu patrimônio hereditário e nas influências do ambiente onde se desenvolvem, daí as diferenças individuais e a complexidade do comportamento humano. É na relação com o outro e com a sua cultura que é formada a subjetividade. “A identidade surge (…) de uma falta de inteireza que é ‘preenchida’ a partir do nosso exterior, pelas formas através das quais nós imaginamos ser vistos por outros” (Hall, 2003:39).
Essa relação interpessoal, no mundo da cultura contemporânea, parte fundamental na construção da identidade, nos leva a indagar sobre o conceito de sociabilidade, que está diretamente relacionada com a nossa própria imagem, com tudo aquilo que representamos ou deixamos transparecer às pessoas, implicando em nossas características comportamentais, de habilidades e outras possibilidades de nos relacionarmos. Representa, ainda, a nossa capacidade de solucionar problemas, de negociar, de perceber os sentimentos dos outros, de saber ouvir, enfim, tudo que nos identifica, o nosso marketing pessoal.
“A sociabilidade durante o nosso século assumiu tais proporções que pode vir a ser, legitimamente, considerada fenômeno típico do nosso tempo. A dimensão privada praticamente desapareceu. Com dificuldade podemos ocultar os nossos pensamentos; mas logo que eles se transformam em ação, tornam-se propriedade dos outros e, graças à televisão, ao rádio e à imprensa, apenas em um piscar de olhos são divulgados aos quatro cantos da terra. (Mondin, 1980:161).
Zygmunt Bauman (1997:138), esclarece as diferenças entre os termos “socialização” e “sociabilidade”, onde ambos devem ser compreendidos a partir da interação com a estrutura social, porém se referem a processos distintos, onde socialização (pelo menos na sociedade moderna) visa a criar um ambiente de ação feito de escolhas passível de serem ‘desempenhadas discursivamente’, que se concentra no cálculo racional de ganhos e perdas, enquanto que sociabilidade deve ser compreendida a partir da interação com a estrutura social, e se referem a processos distintos, sendo observada uma emergência da multidão, na qual os indivíduos compartilham ações baseadas no instante em que se vive e nas condições semelhantes nas quais se encontram.
O ciberespaço é apresentado por Pierre Lévy (1999:195), como sendo um princípio co-presente a qualquer outro espaço e podem ser deslocados à velocidade da luz. A diferença entre os dois espaços não se deve apenas a propriedades físicas e topológicas, mas a qualidades de processos sociais que se opõem.
A tendência dos cibernautas em suas práticas interpessoais no ciberespaço é privilegiar a fluidez das narrativas e a transversalidade nas relações, sendo compreensível que novos gêneros, isto é, novas formas de agir por meio da linguagem sejam criados para o contexto virtual, uma linguagem própria da internet.
A comunicação humana no ciberespaço gera a sociabilidade, um processo dinâmico, onde cada sujeito que se relaciona encontra-se, momentaneamente, na mesma realidade e agem de maneira simultânea e interativa. Desta forma, há a necessidade de uma ordem ou regras para que a comunicação interpessoal possa ocorrer sem ruídos e de forma clara. São esses agentes da comunicação que irão valorar o repertório de mensagens enviadas um ao o outro, cada sujeito utilizando a sua dinâmica interna de experiências, valores e atitudes, para filtrar e dar sentido as mensagens recebidas, e conseqüentemente, responde-las de forma sociável. O espaço virtual, acessado pelas novas tecnologias de comunicação, é apenas o meio das relações interpessoais. Esse meio virtual, que faz parte de um conjunto de categorias específicas do mundo das comunicações, ou melhor, os meios de comunicação, que segundo McLuhan (1971) são extensões do homem e foram inventados para multiplicar a força e o alcance da capacidade humana de emitir mensagens.
Bordenave e Pereira (1985:186), apresentam uma síntese de teorização da comunicação, que consiste essencialmente de um processo de seleção e combinação, argumentando que as pessoas que entram na comunicação têm em um momento dado vários repertórios, que são as intenções e os objetivos, as experiências (significados), os signos e códigos, e os meios e tratamentos. Esta gama de repertórios, implícitos no processo de comunicação, é constituída de valores humanos gerados e desenvolvidos no âmbito sociocultural da realidade concreta.
“É no anonimato do “lugar virtual” que se experimenta solitariamente uma nova sociabilidade. O viajante pode caminhar por diversas infovias até encontrar o grupo ou tribo com que mais se assemelha, ou informações. Ao encontrar sua tribo, o indivíduo fixa-se neste endereço eletrônico e passa a experienciar e compartilhar de um lugar simbólico e marcado por relações de pertencimento de caráter ideológico, afetivo, sexual ou racial” (Silva, 2007).
É nesse contexto que a ética e a moral assumem um papel extremamente relevante diante das relações travadas no ciberespaço, pela capacidade de formar a alteridade em cada sujeito. Todos os inseridos no espaço virtual recebem a sua chave eletrônica, o passaporte para World Wide Web, ao realizar seu primeiro cadastro de e-mail. A identidade no mundo virtual não surge do nada, é uma extensão do que somos na realidade concreta, com nossos valores, atitudes e desejos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que os valores éticos e morais são norteados pelos fundamentos derivados das próprias relações humanas, com suas respectivas individualidades, e que devem ser respeitadas, é importante destacar que mesmo não havendo detalhamento de normativo legal, que interfira, discipline e estabeleça um comportamento “padronizado”, os próprios fundamentos da moralidade implícita aos comportamentos humanos, vêm autodisciplinar o conjunto dos valores éticos e morais que devem prevalecer também nas relações do ciberespaço. Não se pode esquecer das características inerentes as individualidades dos sujeitos, sob pena de se estabelecer padrões em descompasso com a própria subjetividade humana. Assim, tendo presente os aspectos vinculados a alteridade, ao senso comum e aos padrões universais de eticidade, podendo experimentar a concepção de novos paradigmas éticos e morais, sempre com o cuidado de ponderar um equilíbrio entre as bases tradicionais e seus valores, evitando-se com isso a precarização de valores que possam pretender se instalarem em novos padrões de relações interpessoais, sobretudo no ciberespaço.. Na filosofia, o senso comum (ou conhecimento vulgar) é a primeira suposta compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências atuais que continuam sendo efetuadas. O senso comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normal, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas como as científicas.
O conhecimento está diretamente ligado ao homem, à sua realidade. O conhecimento pretende idealizar o bem estar do ser humano, logo o conhecimento advém das relações do homem com o meio. O indivíduo procura entender o meio partindo dos pressupostos de interação do homem com os objetivos. É uma forma de explicar os fenômenos das relações, seja, entre sujeito/objeto, homem/razão, homem/desejo ou homem/realidade. A forma de explicar e entender o conhecimento passa por várias vertentes como: conhecimento empírico (vulgar ou senso comum), conhecimento filosófico, conhecimento teológico e conhecimento científico.
O conhecimento empírico surge da relação do ser com o mundo. Todo ser humano apodera-se gradativamente deste conhecimento, ao passo que lida com sua realidade diária. Não há uma preocupação direta com o ato reflexivo, ocorre espontaneamente. É um conhecimento do tipo abrangente dentro da realidade humana. Não está calcada em investigações.
O conhecimento filosófico surge da relação do homem com seu dia-a-dia, porém preocupa-se com respostas e especulações destas relações. Não é um conhecimento estático, ao contrário sempre está em transformação. Considera seus estudos de modo reflexivo e crítico. É um estudo racional, porém não há uma preocupação de verificação.
O conhecimento teológico preocupa-se com verdades absolutas, verdades que só a fé pode explicar. O sagrado é explicado por si só. Não há importância a verificação. Acredita-se que o conhecimento é explicado pela religião. Tudo parte do religioso, os valores religiosos são incontestáveis.
O conhecimento científico precisa ser provado. O conhecimento surge da dúvida e comprovado concretamente, gerando leis válidas. É passível de verificação e investigação, então acaba encontrando respostas aos fenômenos que norteiam o ser humano. Usa os métodos para encontrar respostas através de leis comprobatórias, as quais regem a relação do sujeito com a realidade.
Em suma:
Até o início do século XX predominava na ciência o método científico baseado no modelo mecanicista proposto por René Descartes em seu “Discurso do Método”. Entretanto as teorias da relatividade de Albert Einstein (1879-1955) e a mecânica quântica de Niels Bohr puseram em xeque alguns dos principais pilares do modelo cartesiano.
As descobertas de ambos provaram a impossibilidade de determinar até mesmo a realidade dos resultados de uma observação, derrubando o preceito de que “para conhecer o todo, bata conhecer as partes” ao demonstrar que muitos fenômenos não possuem explicação se não encarados dentro de uma situação ou sistema e, sobretudo, derrubaram o preceito de que o objeto é separado e independente do observador, mostrando que o que conhecemos daquilo que acreditamos ser o objeto real é apenas o resultado de nossa intervenção nele e não o objeto em si.
A nova concepção mostrou também a impossibilidade de se estruturar conceitos universais e absolutos uma vez que nosso próprio conhecimento é limitado, resultando em uma mudança para um modelo onde existem apenas leis probabilísticas.
A nova ciência fala cada vez menos em leis e determinismos para tratar de sistemas, processos, estruturas. O homem, observador, passa a não mais constituir parte separada do objeto observado e esta relação passa a ocupar uma dimensão extremamente mais complexa do que supunham o determinismo e o positivismo.
Immanuel Kant (1724-1804), o principal filósofo dessa nova corrente, já admitia que o observador faz parte ativa do processo de conhecimento o que o impede de se anular frente ao objeto observado, chegando à conclusão de que na verdade não observamos os objetos em si, mas somente o que ele nos parece. O que, segundo ele, implica que a simples existência das coisas deriva do sujeito observador, não existindo sem ele. Retomando a antiga máxima do sofista Protágoras “O homem é a medida de todas as coisas”.
O modelo mecanicista de Descartes por muito tempo serviu aos princípios a que se propunha e possibilitou o desenvolvimento de diversos campos da ciência. Contudo, já ficou comprovada a insustentabilidade de certos conceitos que eram considerados máximos pelo modelo cartesiano, mas que com a evolução da ciência e da sociedade deixaram de o ser, pelo menos para todas as áreas.
Diversas correntes filosóficas atuais tentam através do conhecimento secular adquirido por outros pensadores e de uma releitura de muitos deles determinar um novo modelo, cada qual segundo os princípios que aceita como mais prováveis, que responda de maneira adequada às necessidades da nova sociedade.




Os Valores ( Ensino Médio)


O que são valores?
1. Quando decidimos fazer algo, estamos realizando uma escolha. Manifestamos certas preferências por umas coisas em vez de outras. Evocamos então certos motivos para justificar as nossas decisões.
2. Fatos e valores
Todos estes motivos podem ser apoiados em fatos, mas têm sempre implícitos certos valores que justificam ou legitimam as nossas preferências.
Exemplo:
O dia 18 de Março de 2009 é o dia mais importante da semana, era domingo.
Fato: O dia de 18 de Março de 2009 foi efetivamente um domingo.
Valor implícito : O domingo como o dia mais importante da semana.
3.Fato
Um fato é algo que algo que pode ser comprovado, sobre o qual podemos dizer que a afirmação é verdadeira ou falsa. Os fatos são igualmente susceptíveis de gerarem consensos universais.
4. Valor
Podemos definir os valores partindo das várias dimensões em que usamos:
a) os valores são critérios segundo os quais valorizamos ou desvalorizamos as coisas;
b) Os valores são as razões que justificam ou motivam as nossas ações, tornando-as preferíveis a outras.
Os valores reportam-se, em geral, sempre a ações, justificam-nas.
Exemplo: Participar numa manifestação a favor do povo timorense,pode significar que atribuímos à Solidariedade uma enorme importância. A solidariedade é neste caso o valor que justifica ou explica a nossa ação.
Ao contrário dos fatos, os valores apenas implicam a adesão de grupos restritos. Nem todos possuímos os mesmos valores, nem valorizamos as coisas da mesma forma.
5. Tipos de valores
Os valores não são coisas nem simples ideias que adquirimos, mas conceitos que traduzem as nossas preferências. Existe uma enorme diversidade de valores, podemos agrupá-los quanto à sua natureza da seguinte forma:
Valores éticos: os que se referem às normas ou critérios de conduta que afetam todas as áreas da nossa atividade. Exemplos: Solidariedade, Honestidade, Verdade, Lealdade, Bondade, Altruísmo...
Valores estéticos: os valores de expressão. Exemplo: Harmonia, Belo, Feio, Sublime, Trágico.
Valores religiosos: os que dizem respeito à relação do homem com a transcendência. Exemplos: Sagrado, Pureza, Santidade, Perfeição.
Valores políticos: Justiça, Igualdade, Imparcialidade, Cidadania, Liberdade.
Valores vitais: Saúde, Força.
6. Hierarquização dos Valores
Não atribuímos a todos os nossos valores a mesma importância. Na hora de tomar uma decisão, cada um de nós, hierarquiza os valores de forma muito diversa. A hierarquização é a propriedade que tem os valores de se subordinarem uns aos outros, isto é, de serem uns mais valiosos que outros. As razões porque o fazemos são múltiplas.
Exemplo:
A maioria da população mundial continua a passar graves carências alimentares. Todos os anos morrem milhões de pessoas por subnutrição. Não é de querer que hierarquia dos seus valores destas pessoas a satisfação das suas necessidades biológicas não esteja logo em primeiro lugar.
7. Polaridade dos Valores
Os nossos valores tendem a organizar-se em termos de oposições ou polaridades. Preferimos e opomos a Verdade à Mentira, a Justiça à Injustiça, o Bem ao Mal, a beleza à fealdade, a generosidade à mesquinhez. A palavra valor costuma apenas ser aplicada num sentido positivo. Embora o valor seja tudo aquilo sobre o qual recaia o ato de estima positiva ou negativamente. Valor é tanto o Bem, como o Mal, o Justo como Injusto..

Moral e Ética: Dois Conceitos de Uma Mesma Realidade
A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.
Já a palavra Ética, Motta (1984) defini como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.
Em nome da amizade, deve-se guardar silêncio diante do ato de um traidor? Em situações como esta, os indivíduos se deparam com a necessidade de organizar o seu comportamento por normas que se julgam mais apropriadas ou mais dignas de ser cumpridas. Tais normas são aceitas como obrigatórias, e desta forma, as pessoas compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Porém o comportamento é o resultado de normas já estabelecidas, não sendo, então, uma decisão natural, pois todo comportamento sofrerá um julgamento. E a diferença prática entre Moral e Ética é que esta é o juiz das morais, assim Ética é uma espécie de legislação do comportamento Moral das pessoas. Mas a função fundamental é a mesma de toda teoria: explorar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade.
A Moral, afinal, não é somente um ato individual, pois as pessoas são, por natureza, seres sociais, assim percebe-se que a Moral também é um empreendimento social. E esses atos morais, quando realizados por livre participação da pessoa, são aceitas, voluntariamente.
Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual são regulamentadas as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um caráter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”.
Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apóia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.

Os Valores ( Ensino Médio)


O que são valores?
1. Quando decidimos fazer algo, estamos realizando uma escolha. Manifestamos certas preferências por umas coisas em vez de outras. Evocamos então certos motivos para justificar as nossas decisões.
2. Fatos e valores
Todos estes motivos podem ser apoiados em fatos, mas têm sempre implícitos certos valores que justificam ou legitimam as nossas preferências.
Exemplo:
O dia 18 de Março de 2009 é o dia mais importante da semana, era domingo.
Fato: O dia de 18 de Março de 2009 foi efetivamente um domingo.
Valor implícito : O domingo como o dia mais importante da semana.
3.Fato
Um fato é algo que algo que pode ser comprovado, sobre o qual podemos dizer que a afirmação é verdadeira ou falsa. Os fatos são igualmente susceptíveis de gerarem consensos universais.
4. Valor
Podemos definir os valores partindo das várias dimensões em que usamos:
a) os valores são critérios segundo os quais valorizamos ou desvalorizamos as coisas;
b) Os valores são as razões que justificam ou motivam as nossas ações, tornando-as preferíveis a outras.
Os valores reportam-se, em geral, sempre a ações, justificam-nas.
Exemplo: Participar numa manifestação a favor do povo timorense,pode significar que atribuímos à Solidariedade uma enorme importância. A solidariedade é neste caso o valor que justifica ou explica a nossa ação.
Ao contrário dos fatos, os valores apenas implicam a adesão de grupos restritos. Nem todos possuímos os mesmos valores, nem valorizamos as coisas da mesma forma.
5. Tipos de valores
Os valores não são coisas nem simples ideias que adquirimos, mas conceitos que traduzem as nossas preferências. Existe uma enorme diversidade de valores, podemos agrupá-los quanto à sua natureza da seguinte forma:
Valores éticos: os que se referem às normas ou critérios de conduta que afetam todas as áreas da nossa atividade. Exemplos: Solidariedade, Honestidade, Verdade, Lealdade, Bondade, Altruísmo...
Valores estéticos: os valores de expressão. Exemplo: Harmonia, Belo, Feio, Sublime, Trágico.
Valores religiosos: os que dizem respeito à relação do homem com a transcendência. Exemplos: Sagrado, Pureza, Santidade, Perfeição.
Valores políticos: Justiça, Igualdade, Imparcialidade, Cidadania, Liberdade.
Valores vitais: Saúde, Força.
6. Hierarquização dos Valores
Não atribuímos a todos os nossos valores a mesma importância. Na hora de tomar uma decisão, cada um de nós, hierarquiza os valores de forma muito diversa. A hierarquização é a propriedade que tem os valores de se subordinarem uns aos outros, isto é, de serem uns mais valiosos que outros. As razões porque o fazemos são múltiplas.
Exemplo:
A maioria da população mundial continua a passar graves carências alimentares. Todos os anos morrem milhões de pessoas por subnutrição. Não é de querer que hierarquia dos seus valores destas pessoas a satisfação das suas necessidades biológicas não esteja logo em primeiro lugar.
7. Polaridade dos Valores
Os nossos valores tendem a organizar-se em termos de oposições ou polaridades. Preferimos e opomos a Verdade à Mentira, a Justiça à Injustiça, o Bem ao Mal, a beleza à fealdade, a generosidade à mesquinhez. A palavra valor costuma apenas ser aplicada num sentido positivo. Embora o valor seja tudo aquilo sobre o qual recaia o ato de estima positiva ou negativamente. Valor é tanto o Bem, como o Mal, o Justo como Injusto..

Moral e Ética: Dois Conceitos de Uma Mesma Realidade
A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.
Já a palavra Ética, Motta (1984) defini como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.
Em nome da amizade, deve-se guardar silêncio diante do ato de um traidor? Em situações como esta, os indivíduos se deparam com a necessidade de organizar o seu comportamento por normas que se julgam mais apropriadas ou mais dignas de ser cumpridas. Tais normas são aceitas como obrigatórias, e desta forma, as pessoas compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Porém o comportamento é o resultado de normas já estabelecidas, não sendo, então, uma decisão natural, pois todo comportamento sofrerá um julgamento. E a diferença prática entre Moral e Ética é que esta é o juiz das morais, assim Ética é uma espécie de legislação do comportamento Moral das pessoas. Mas a função fundamental é a mesma de toda teoria: explorar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade.
A Moral, afinal, não é somente um ato individual, pois as pessoas são, por natureza, seres sociais, assim percebe-se que a Moral também é um empreendimento social. E esses atos morais, quando realizados por livre participação da pessoa, são aceitas, voluntariamente.
Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual são regulamentadas as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um caráter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”.
Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apóia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.

O que é ser Feliz? ( Para o ensino medio)


O que é ser feliz

"A felicidade consiste em ser o que se é", afirmava Erasmo de Rotterdam no Elogio da Loucura "... a felicidade é algo final e autosuficiente, é o fim a que visam as ações" Aristóteles
Desde a Antiguidade, muitos filósofos consideraram a felicidade como o fim último da vida humana. Muitos foram os tratados sobre o que é a felicidade, sobre os caminhos para encontrá-la. Somos felizes? Em que consiste a felicidade?
Aristóteles inicia o livro I da Ética a Nicômacos discorrendo sobre a finalidade das ações que praticamos: "Se há, então, para as ações que praticamos, alguma finalidade que desejamos por si mesma, sendo tudo mais desejado por causa dela, e se não escolhemos tudo por causa de algo mais, evidentemente tal finalidade deve ser o bem e o melhor dos bens. Não terá então uma grande influência sobre a vida o conhecimento deste bem?
Epicuro, na Carta sobre a Felicidade, afirma que "o prazer é o início e o fim de uma vida feliz", mas faz uma ressalva:
Quando dizemos que o fim último é o prazer, não nos referimos aos prazeres dos intemperantes ou aos que consistem no gozo dos sentidos, como acreditam certas pessoas que ignoram nosso pensamento, ou não concordam com ele, ou o interpretam erroneamente, mas ao prazer que é a ausência de sofrimentos e de perturbações da alma. Não são, pois, bebidas nem banquetes contínuos, nem a posse de mulheres e rapazes, nem o sabor dos peixes ou das outras iguarias de uma mesa farta que tornam doce uma vida, mas um exame cuidadoso que investigue as causas de toda escolha e de toda rejeição e que remova as opiniões falsas em virtude das quais uma imensa perturbação toma conta dos espíritos .
Ser feliz é, muitas vezes, uma ideia associada a modelos previamente estabelecidos por nossa sociedade: o consumo desenfreado, a posse de objetos, dinheiro, fama, poder, status e o consumo de drogas lícitas ou ilícitas.
Necessitamos atingir os parâmetros estipulados por um modelo econômico/social? Nossa felicidade se resume a quanto podemos gastar? E quando não temos recursos para gastar? E quando gastamos muito e, ainda assim, não atingimos o que considerávamos ser um estado de felicidade?
Este é o movimento de muitas pessoas hoje. Buscam entorpecer-se para esquecer o que lhes traz sofrimento, o que lhes perturba a existência. Com isso, deixam ao lado os problemas, que ali permanecem, exigindo doses das drogas ou dos medicamentos cada vez maiores, somente assim conseguem não enxergar o que lhes perturba. Quando as dores se tornam insuportáveis, uma opção, muitas vezes, é desistir. Assumir o fracasso da existência e esperar, com a derrota, a morte.
Das muitas formas de morte, aquela que faz os dias parecerem sem fim, aquela que nos impede de ser o que somos, a morte em vida, é extremamente dolorosa. Então, mais alguns medicamentos para suportar a espera do fim. É preciso viver desta maneira? Alguém opta, livremente, por esta forma de existência?
Poderia ser um caminho mais adequado buscar formas para solucionar as questões que nos incomodam, ainda que isso implique em algum transtorno, em um pouco de sofrimento, em algumas dores? Talvez seja dolorido afastar os erros, os enganos, as falsas opiniões. Talvez seja triste descobrir que algumas coisas não são como pensávamos que fossem. Mais triste talvez seja perceber que o que escolhemos como caminho não é bem como imaginávamos ser. O que fazer diante de situações dessa
"A felicidade consiste em ser o que se é", afirmava Erasmo de Rotterdam no Elogio da Loucura. Conhecer e respeitar aquilo que somos, as nossas necessidades, encontrar modos para exercer o que somos, pode ser um caminho saudável para a existência. Distante de padrões estipulados socialmente, longe da hipocrisia social que exige a anulação do que se é, como forma de ser, podemos valorizar tudo o que produz vida em nós. Felicidade é um sentimento de satisfação em relação ao modo como vivemos,á possibilidade de sentirmos alegria,contentamento,prazer.Segundo o filósofo françês Robert Misrahi chama de “experiência de ser”,o que desejamos da vida como um todo,conforme projetos que dão sentido ás nossas decisões.Portanto,a felicidade é também a celebração da amizade,do amor e do desejo....
Para os gregos antigos, a felicidade está ligada á atividade do sábio,capaz de levar uma vida virtuosa e racional.Mas para Kant,a pessoa baseia a sua felicidade na própria vontade de verdade. Logo para , Nietzche,niilista,aforismático,prezava a genealogia dos valores,contrário a Kant e Hegel,buscava rasgar máscaras,advindas de imbricacões incessantes ou seja desprezava em si as falsidades,prezava a loucura da verdade que dói ou seja pelo seu pensamento todas estas perguntas poderiam ou não serem oportunas ou verdades.Segundo ele: "Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade."

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Agradecimento


agradeço a todos que vistam o meu blog

motivação

com este video a nossa vida busca mais um sentido mais uma oportunidade

Se não quiser adoecer.




Fale de seus sentimentos:

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Busque soluções.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamenter a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Não viva de aparência.

Quem esconde a realidade finge, faz posse, quer sempre dar a impressão que está bem, mostra-se perfeito, bonzinho etc., assim está acumulando toneladas de peso… Uma estátua de broze, mas com pés de barro . Nada pior para a saúde que viver de aparência e fachadas. São pessoas peso… Uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparência e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor

Se Aceite.

A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar-se mesmo quando se erra, aceitar as críticas e mudar, tudo isso é sabedoria, bom senso e terapia.

Confie.

Quem não confia não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Não viva sempre triste.

O bom humor, a risada, o lazer e a alegria recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

Ser Ético


Aprenda a Ser Ético

Cumpra suas promessas. Mantenha seus planos.
Fale com as pessoas. Não fale delas.
Admitas seus erros. Não se esconder através de desculpas, nem culpe outras pessoas pela suas falhas.
Não espalhe boatos, nem participe de intrigas;
Não faça observação maldosa a respeito de pessoas ausentes;
Não fale negativamente das pessoas ;
Não critique uma pessoa na frente de outra
Assuma sua parte de responsabilidade pelo erros cometidos por seus colegas, amigos, seu chefe e sua família;
Não fale em público sobre desavenças com sua família, seus amigos, seu chefe e funcionários
Defenda as pessoas de ataques injustos;
Diga aquilo em que acredita e está disposto a repetir e defender;
Não finga que as idéias de outros são suas; nem aceite crédito pelas realizações de outras pessoas, baseie seu progresso em seu próprio desempenho;
Explique as coisas de forma aberta e honesta. Não exagere, não minta. Não tente oculta as coisas. Não mantenha nada secreto;
Não adie decisões desagradáveis, repreensões ou más notícias. Seja delicado, breve e direito;
Se você tiver em dúvida quanto ao que fazer em determinada situação, faça as seguintes perguntas:
- Isso é correto?
- Como me sinto a esse respeito?

“Quanto melhor você aceitar suas falhas, mais aprende com elas para fazer certo a próxima vez.”

CBC


Conteúdo Básico Comum (CBC) de FILOSOFIA
do Ensino Médio –
Conteúdo Básico Comum
1. SER HUMANO
1.1. Natureza e cultura
1.2. Corpo e psiquismo

2. AGIR E PODER
2.1. Os valores
a. Ser e dever ser
b. Universalidade e relatividade dos valores
2.2. Liberdade e determinismo
2.3. Indivíduo e comunidade
a. Conflito
b. Lei e justiça

3. CONHECER
3.1. Verdade e validade
3.2. Tipos de conhecimento
a. A emergência da filosofia
b. Filosofia e outros saberes
3.3. A racionalidade científica
a. Teoria e experiência
b. Objetividade e verdade
Temas complementares
1. SER HUMANO
a. Arte e técnica
b. Trabalho e alienação
c. Tempo e transcendência
2. AGIR E PODER
a. Felicidade
b. Cidadania e Direitos Humanos
c. Conhecimento e poder
3. CONHECER
a. Formas de inferência válida
b. A revolução científica do século XVII
c. Ética e ciência


CAMPO DE INVESTIGAÇÃO 1 – SER HUMANO
TEMAS / HABILIDADES CONCEITOS PROBLEMAS
1.1. Natureza e cultura
- Distinguir entre as noções de natureza e de cultura.
- Compreender a noção de cultura como essencial à definição do ser humano.
- Compreender que, no ser humano, as características biológicas da natureza e os dados culturais estão profundamente associados. - Natureza
- Cultura
- O que distingue o ser humano dos outros animais?
- O que faz do ser humano um animal como os outros?
- Existe uma natureza humana?
- O que pode significar a palavra “cultura”?
- É possível distinguir no ser humano o natural do cultural?
- O ser humano: frágil ou forte diante da natureza?
1.2. Corpo e psiquismo
- Analisar diferentes concepções filosóficas sobre a constituição do ser humano.
- Discutir as relações entre racionalidade e desejo.
- Compreender a questão da consciência como um aspecto fundamental do ser humano.
- Discutir a relação entre mente e cérebro. - Corpo e Alma
- Dualismo e Monismo
- Racionalidade e Desejo
- Consciência e Inconsciente
- Mente e cérebro O ser humano é dual?
O que comanda o ser humano: sua razão ou seus desejos?
O psiquismo é separado do corpo?
O conhecimento é uma modalidade de desejo?
Somos senhores de nossos desejos e sentimentos?
O que significa ser consciente?
É mais fácil conhecer a si do que as coisas ou os outros?
A consciência nos engana?
É possível conhecer-se a si mesmo sem enganar-se?
O que significa dizer que pensamos com nosso cérebro?
CAMPO DE INVESTIGAÇÃO 2 – AGIR E PODER
TEMAS / HABILIDADES CONCEITOS PROBLEMAS
2.1. Os valores
a. Ser e dever ser
- Reconhecer que o agir humano é de natureza valorativa.
- Distinguir e circunscrever a esfera da moral como o lugar das ações e escolhas humanas, das normas e dos valores.
- Distinguir entre as esferas dos fatos e dos valores.
- Conhecer algumas entre as diversas posições filosóficas a respeito do bem e o mal. - Ser e dever ser
- Fato e valor
- Juízos de fato e juízos de valor
- Qual a diferença entre dizer que algo é assim e que algo deve ser assim?
- “Seguir a natureza” pode ser uma regra moral?
- As convenções humanas são um prolongamento ou uma ruptura com a natureza?
- A moral é uma questão de sentimento?
b. Universalidade e Relatividade dos valores
- Compreender a diversidade cultural.
- Analisar criticamente o etnocentrismo.
- Confrontar as posições universalistas e relativistas em relação aos valores. - Universalismo
- Relativismo
- Bem e Mal
- Belo e Feio - As noções de certo e errado são universais ou relativas aos costumes?
- Pode-se condenar um costume de alguma cultura em nome da humanidade?
- Devemos falar em cultura ou em culturas?
- Há culturas superiores às outras?
- É possível querer o mal?
- O bem e o mal dependem da perspectiva de quem os define?
- Há uma beleza universal?
2.2. Liberdade e determinismo
- Refletir sobre as condições do agir humano.
- Compreender e analisar o conceito de liberdade em sua relação com o conceito de determinismo.
- Compreender que a liberdade humana se exerce em meio às determinações.
- Confrontar as concepções filosóficas que negam a existência de um livre-arbítrio com aqueles que o afirmam.
- Compreender que o agir ético é indissociável da relação consigo mesmo e com os outros. - Liberdade
- Determinismo - Somos livres ou determinados por fatores como genética, ambiente, etc.?
- A liberdade é ausência de coações?
- A liberdade é ausência de lei?
- Uma pessoa que não é livre pode ser responsabilizada por seus atos?
- Os desejos e paixões limitam nossa liberdade?
- Podemos ser ao mesmo tempo livres e apaixonados?
- O sentimento da liberdade garante sua existência?
- Quem obedece a si mesmo é livre?
- Somos livres mesmo dentro de uma prisão?
2.3. Indivíduo e comunidade
a. Conflito
- Delimitar as esferas do indivíduo, do social e do político.
- Refletir sobre o sentido do conflito nas relações humanas.
- Compreender a esfera da política como o lugar da expressão e articulação de conflitos e eventual operação de consenso.
- Compreender o fenômeno da violência em sua diferença com o conflito.
- Pensar os fundamentos da desobediência.
- Distinguir entre o exercício da força e o da autoridade (uso legítimo da força). - Indivíduo e Sociedade
- Conflito
- Violência
- Privado e Público
- Força e Autoridade - O que leva os homens a viverem em comunidade?
- O que significa dizer que o ser humano é um animal político?
- É possível viver sem conflito?
- O conflito é necessariamente ruim?
- É possível lutar por direitos sem enfrentar o conflito de interesses?
- O homem é um animal violento?
- A violência é anterior à vida em sociedade?
- É possível justificar algum tipo de violência?
- Há uma guerra de todos contra todos?
- Todo conflito é violento?
- É possível construir uma sociedade pluralista?
- A autoridade é necessária?
- Há distinção entre a autoridade e a força?
b. Lei e justiça
- Compreender os diferentes conceitos de Lei.
- Compreender os diferentes conceitos de Justiça.
- Diferenciar legitimidade e legalidade.
- Compreender as diferentes formas de poder nas sociedades humanas. - Lei
- Justiça
- Interesse e Bem comum
- Legitimidade
- Poder - É possível viver sem lei?
- A lei reprime os indivíduos?
- A lei é contrária aos interesses e desejos?
- As leis são convenções humanas?
- É legítimo opor-se à lei?
- Justiça e liberdade são incompatíveis?
- Justiça é tratar todo mundo igualmente?
- Existe uma justiça divina?
- Todas as leis são justas?
- A sociedade pode determinar o que o indivíduo deve fazer?
- O Estado existe para garantir a liberdade do indivíduo?
- A política é sempre uma luta pelo poder?
- A política deve levar em conta a moral?
- Existe um exercício legítimo da força e da dominação?
- A política é a única forma de poder?



CAMPO DE INVESTIGAÇÃO 3 – CONHECER
TEMAS / HABILIDADES CONCEITOS PROBLEMAS
3.1. Verdade e validade
1. Clarificar noções de lógica, proposição/juízo e raciocínio/argumento, a partir da distinção validade/verdade.
2. Distinguir argumentos dedutivos e indutivos.
3. Identificar modos de inferência válida. - Verdade e Validade
- Indução e Dedução - O que é raciocinar?
- Um raciocínio coerente é necessariamente verdadeiro?
- A lógica é uma ciência?
- Todo pensamento é necessariamente lógico?
- Quais são as modalidades legítimas de inferência?
- Verdades empíricas são mais fáceis de refutar?
- É a indução logicamente fundamentada?
3.2. Tipos de conhecimento
a. A Emergência da Filosofia
1. Contextualizar o surgimento da filosofia.
2. Caracterizar o filosofar como experiência existencial.
3. Relacionar mito e filosofia. - Mito
- Filosofia - Há ruptura ou continuidade entre mito e filosofia?
- Há uma lógica do mito?
- O pensamento dos homens primitivos é infantil?
- Os mitos ainda estão presentes na sociedade contemporânea?
b. A diversidade dos saberes
1. Distinguir e relacionar filosofia, religião, técnica, arte e ciência.
2. Distinguir e relacionar: conhecimento empírico e conhecimento inteligível; racionalidade e crença; opinião e ciência.
3. Confrontar a racionalidade filosófica e a racionalidade científica, através de suas rupturas e continuidades.
- Filosofia
- Religião
- Arte
- Ciência
- Racionalidade e Crença
- Conhecimento empírico e conhecimento inteligível
- Senso comum
- Aparência e Essência
- Universal e Particular - O que distingue a filosofia dos outros saberes?
- A ciência é um avanço com relação à filosofia?
- Todo conhecimento é científico?
- A racionalidade pode compreender o irracional?
- É possível ser um cientista e ainda ter fé religiosa?
- Cabe à ciência substituir a religião?
- A arte é um tipo de conhecimento?
- A filosofia é um tipo de literatura?
- A opinião é necessariamente falsa?
- O uso da razão supõe a rejeição de toda crença?
- Todas as opiniões são igualmente verdadeiras?
- Posso crer naquilo que não compreendo?
- O conhecimento exclui toda forma de crença?
- Existe uma ruptura entre o senso comum e o conhecimento científico?
- Existe um saber do senso comum?
- É o conhecimento uma crença verdadeira e justificada?

3.3. A racionalidade científica
a. Teoria e experiência
1. Relacionar fato, observação e teoria.
2. Relacionar experiência e experimentação.
3. Relacionar ciência e hipótese. - Experiência
- Experimentação
- Percepção
- Observação
- Fato
- Hipótese
- Teoria - As ciências têm seu ponto de partida na experiência?
- Uma teoria sem experiência nos ensina alguma coisa?
- Existe um fato puro?
- É a experiência que garante o caráter científico de uma teoria?
- Qual o papel das hipóteses na elaboração do conhecimento?
- É a ciência invenção ou descoberta?
b. Objetividade e Verdade
1. Distinguir e relacionar sujeito e objeto.
2. Distinguir e relacionar qualidades objetivas e subjetivas.
3. Relacionar conhecimento e subjetividade.
4. Identificar a especificidade das ciências humanas.
5. Relacionar fato e verdade.
6. Relacionar realidade e verdade.
7. Distinguir e relacionar ceticismo e dogmatismo.
8. Perceber as diferentes dimensões do problema da verdade. - Sujeito e Objeto
- Objetividade e Subjetividade
- Verdade
- Ceticismo
- Dogmatismo
- Realismo
- Relativismo
- Pragmatismo - É possível uma objetividade pura?
- A subjetividade atrapalha o conhecimento?
- É possível o conhecimento objetivo do ser humano?
- O objeto é determinado pelo sujeito?
- A ciência é puramente objetiva?
- É possível um conhecimento certo e seguro?
- É a verdade adequação à realidade?
- A ciência é nossa única via de acesso à verdade?
- Como pode o conhecimento científico ser, ao mesmo tempo, verdadeiro e provisório?
- A verdade é submetida ao tempo?
- A verdade é uma crença?
- As verdades matemáticas constituem o modelo de toda a verdade?
- Pode a verdade ser assimilada à utilidade?
- A verdade é um valor absoluto?

Referências Bibliográficas/Edições Atualizadas